Terminou ontem (ou hoje às 6 da manhã, se quiserem ser picuinhas) o festival Marés Vivas. Três dias de boa música ao vivo e ao ar livre =D (a ideia original do campismo teve de ser descartada, mas ainda bem, uma vez que a hora standard de saida do recinto era por volta das 4 da manhã, o que, para quem não consegue dormir com um pouco de luz, seria muito mau =P ). O dinheiro, o cancaço, os empurrões, tudo isso valeu bem a pena 8D

1º Dia – 16 de Julho


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O primeiro dia do festival, yay! Entrei no recinto bem cedo para poder explorar o local à vontade e para apanhar a actuação dos Jonh In Gone. Quanto ao recinto, não era mau, mas também nao era propriamente “bom”; não era apelativo visualmente (tirando a vista para o rio Douro e para a cidade do Porto, LOL) e o chão em frente ao palco principal era a pior coisinha de sempre: terra batida com imensas pedras no chão, fantástico para uma pessoa sair de lá com os pés feitos num oito -_-’

De qualquer forma, após alguma exploração do local, fui alapar-me à frente do palco secundário (aka Palco Novos Portugueses). Foi um pouco hilariante ir a correr para um palco vazio (mesmo mesmo vazio, LOL) e depois começar a jogar Uno em frente ás grades xD Foi “daqueles momentos”.


Jonh In Gone

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Conheci esta banda poucos dias antes de ir ao festival e adorei. Estava com boas expectativas quanto à actuação deles, e não me desiludiram =) Apesar de ter sido pouco tempo (obviamente, tendo em conta que foram a primeira banda, a abrir o palco secundário, LOL) gostei muito do concerto que deram. Tinham bastante energia e acho que a banda estava muito mais feliz do que a maioria do pessoal que os estava a ver x) A melhor parte deve ter sido mesmo ver o vocalista em palco; não percebi bem o que se passava com ele, mas pelos olhos revirados dele e pelos movimentos em palco, podia jurar que o homem estava completamente possuído, ahaha xD Posso dizer, sem dúvida, que foi das bandas que mais gostei de ver, espero conseguir ve-los ao vivo em breve.

Ponto alto: a música de abertura (Cheap Talk), a minha favorita =); ver o vocalista completamente possuído em palco.

Ponto baixo: o publico que podia mostrar um pouco mais entusiasmo, mas pronto, são uma banda ainda pequena, compreende-se…


Não fiquei a ver Sizo no palco secundário, uma vez que queria ir cedo para o principal para apanhar bons lugares para ver os artistas do palco principal (o que acabei por conseguir, fiquei na 2ª fila, com um pé na terra batida e o outro na grade=P). Mal acabou o concerto dos John Is Gone fui para o palco principal à espera da primeira banda: Lamb.


Lamb

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Não conhecia muito bem esta banda, mas mesmo assim gostei da actuação. Foi engraçado ver como, à medida que eles iam tocando, eu apercebia-me que afinal até conhecia algumas músicas deles =P O ponto alto do concerto deles foi durante a Gabriel, música que toda a gente devia conhecer. Os únicos aspectos negativos foram o abuso na altura do som, principalmente do baixo (ou o que quer que seja aquele instrumento de cordas, LOL. Pareceu-me um baixo, mas não tenho a certeza) e o tempo que estiveram em palco; tocaram bastante tempo, e ainda fizeram dois encores, é demasiado para uma banda de abertura…

Mas de resto não tenho mais nada a apontar. Fizeram um bom concerto e acho que mesmo quem não conhecia a banda (que era o meu caso) conseguiu aproveitar bem a música =)

Pontos altos: Gabriel; ver um homem de 30-e-tal anos em transe durante a actuação toda deles, ahaha xD

Ponto baixo: o abuso do som


Primal Scream

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Oh meu Deus, que mal fiz eu para merecer isto?! Eu já tinha ouvido uma meia dúzia de músicas da banda e não tinha gostado, mas ainda tinha esperança que ao vivo não fossem tão maus… mas são. De todas as bandas do festival, os Primal Scream foram a única que me fizeram pensar “tirem-me daqui!”. Eu normalmente tenho mente aberta para vários estilos de música, e não ando aí a tirar valor às bandas que não gosto, mas Primal Scream é poluição sonora no seu estado mais puro. Horrível, música horrível, luzes horríveis (sim, como se já não bastasse a música ser má, o “espectáculo visual” ainda ajudava mais a aprofundar as dores de cabeça -_-’), concerto horrível. Não foi de admirar que lá para o meio a maioria do pessoal já não lhes estivesse a ligar nenhuma.

Ponto alto: o momento em que a banda saiu do palco

Ponto baixo: demasiados para listar


Kaiser Chiefs

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Finalmente, Kaiser Chiefs! O momento pelo qual esperei o dia todo =D  Tal como no Rock In Rio (onde já os tinha visto antes), deram um espectáculo muito bom, muita energia e o público foi muito bom. Arrasaram completamente, tanto com as músicas mais antigas como nos novos temas; brutal. E achei particular piada à decoração do palco, fez-me lembrar um circo, LOL. Como seria previsto, fizeram um encore que fechou o concerto em grande. A certa altura o Ricky começa a trepar para a beira de um dos ecrans, e eu já a pensar que ele se ia atirar para o público (como já tinha feito no concerto que a banda deu no Coliseu do Porto em Fevereiro deste ano), mas não, damn x) Mas mesmo assim voltou a repetir, caso ninguém soubesse, que eles eram os Kaiser Cheifs, LOL; a sério, já percebemos, nós estamos aqui para vos ver!

Ponto alto: Everyday I Love You Less And Less (a primeira música do encore, o público passou-se nesta)

Ponto baixo: pessoal a fazer crowdsurf: contei 18 pessoas a fazer crowdsurf, pah, não tenho nada contra isso, se se quiserem matar por mim é na boa, mas depois de passarem 5 pessoas em menos de 2 minutos por cima de mim já começa a enjoar um pouco -_-’ A certa altura o pessoal fartou-se e já havia quem desse murros ao pessoal que fazia crowdsurf e já os atirava tipo “saco de batatas” para o fim das grades.


Dia 2 – 17 de Julho

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No 2º dia do festival não consegui chegar tão cedo por causa do trânsito (ainda hei de perceber o que se passava de especial para estar tudo na estrada nesse dia). Mas apesar disso, ainda cheguei a tempo de ver Fonzie no palco secundário.


Fonzie

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Fui ve-los mais “à experiencia”, porque não conheço bem o trabalho da banda. Têm um som jeitoso, o concerto foi bom, mas anda por aí além. O público estava meio morto, tirando algum pessoal que estava lá só para o mosh, e o som estava exageradamente alto; é pena porque a banda até estava com energia (o baixista estava meio possuído, LOL); mas acho que a maioria do pessoal estava lá numa de passar o tempo, e não para ver a banda… De qualquer forma, gostei de ver, mas não me cativou; se me lembrar até me ponho a ouvir melhor o trabalho da banda, mas não está na minha lista de prioridades =P

Ponto alto: numa das últimas músicas a banda incitou o público a mostrar umm pouco mais de energia, o que reavivou um pouco o concerto.

Ponto baixo: a altura do som.


Já no palco principal, fiquei à espera que entrassem os Secondhand Serenade. Desta vez não consegui ficar num lugar tão bom como no dia anterior (já estava imenso pessoal lá, mesmo antes de abrirem o acesso ao palco), mas mesmo assim não fiquei nada mal. O público nesse dia era um pouco estanho: via-se desde pessoal da geração acima da minha (claramente estavam lá para ver Scorpions), raparigas meias “pitas” para ver Secondhand Serenade, e pessoal com um ar mais de quem gosta de mosh à espera de Guano Apes. Viva a diversidade! 8D


Secondhand Serenade

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Eu já tinha ouvido algumas músicas da banda e nunca me cativou muito, mas mesmo assim deram um concerto agradável. Algo que me surpreendeu foi a quantidade de pessoas que os conheciam e que cantavam todas as músicas direitinhas. Ao vivo não são maus, talves volte a pegar nas músicas deles e explore melhor a banda… ou talves não. Apesar de terem aquele som meio “pseudo-emo” conseguiram dar um espectáculo bastante animado e cativaram bem o público.

Ponto alto: Fix You (Coldplay cover)

Ponto baixo: complicações com o microfone. De vez em quando o vocalista deixava de ser ouvido, outras vezes o som do microfone sobrepunha-se semasiado ao resto da banda.


Scorpions

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Momento “WTF?” do dia: Scorpions a actuar antes de Guano Apes. Quando se começou a ouvir a primeira música eu já estava numa de “YAY, Guano Apes! =D”, até que me apercebi que não conhecia aquela música de lado nenhum. Pois, de facto, aquilo não eram os Apes, eram os Scorpions -_-’ Damn, eu não queria ver Scorpions (bla blah blah mas os Scorpions são uma banda de culto, blah blah blah, whatever, eu não gosto), estava a planear ver Guano Apes e depois bazar dali, mas pronto, lá fiquei a ouvi-los. Mas por um lado foi boa ideia terem feito assim, uma vez que o público já só pedia Scorpions, e no fim houve imenso pessoal a sair de lá, o que deu espaço para ver melhor Guano Apes; mas adiante. Foram a única banda com direito a um ecran em palco, e a que demorou mais tempo a sair de lá (pelo menos pareceu-me, mas se calhar só achei isso porque não estava no espírito do concerto e só queria que os Guano Apes entrassem em palco =P). Não foi mau, mas não sendo fan da banda, não lhes achei grande piada… é coisa de outra geração.  Uma parte que me irritou particularmente foi o solo de bateria que nunca mais acabava -_-’ O baterista deve-se julgar o maior da aldeia dele (além do solo, passou o concerto a atirar baquetas para o público). Bem, acho que é de admirar a energia deles em palco, tendo em conta a quantidade de anos que já andam no “showbiz”.

Ponto alto: Still Loving You (a unica que conhecia decentemente, LOL)
Ponto baixo: a duração =P


Guano Apes

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Okay, agora sim! Guano Apes a entrar em grande e em beleza 8D  Graças ao pessoal (que não foi pouco) que saiu da beira do palco porque não lhes interessava ver esta banda (só lá estavam por causa de Scorpions), consegui arranjar um lugar bastante decente para ver Apes =D  Deram um concerto brutallísimo, cheio de energia tanto do público como da banda. Desde aqueles temas “clássicos” até algumas músicas novas, deram um espectáculo muito bom. Ah, e a moshada neste concerto foi qualquer coisa de surreal, ahaha xD Nunca tal tinha visto, acho que nunca fiquei 2 minutos no mesmo lugar, tal era a confusão dos empurrões. Sem dúvida, de longe, que este foi o concerto em que o público estava mais activo, adorei o espírito da coisa; até um dos membros da banda se atirou para o público!

Ponto alto: Big In Ja…PAN! \m/

Ponto baixo: podiam ter ficado um pouco mais de tempo, LOL


Dia 3 – 18 de Julho

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Ultimo dia do festival, e provavelmente aquele com mais pessoas. Cheguei mesmo cedo lá, não fui ver nada no palco secundário, mas mesmo assim já havia imenso pessoal à espera da abertura das grades para o palco principal. Os seguranças ainda tentaram dividir o povo em secções para só deixar entrar algum pessoal de cada vez, mas mal as grades abriram foi o caos. Eu consegui fazer um sprint jeitoso e garanti um lugar mesmo nas grades =D (e depois houve quem tivesse ataques de riso a meio, em vez de dar corda às sapatilhas *cough* LOL). Mesmo enquando ainda faltava uma hora ou mais para o primeiro artista entrar em palco, já eu me sentia completamente esmagada por todos os lados; a certo ponto decido olhar para trás para ver o pessoal que já lá estava, e era algo de inacreditável, nos dias anteriores, por aquela hora, não estava lá metade do pessoal que estava naquele dia. E depois lá havia sempre aquele idiota que insistia em roubar o lugar na grade ao pessoal que lá estava; ainda tinham a lata de pedir para “dar um jeito para ver melhor”; pfff, minha amiga, “tô nem aí”. Enfim.


Gabriella Cilmi & Colbie Caillat

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Estas duas cantoras não actuaram em conjunto, mas não vale a pena estar a falar de cada uma em separado, uma vez que ambos os concertos foram bastante semelhantes. Em nenhum dos casos eu conhecia bem o trabalho delas, mas conseguiram manter-me atenta durante as actuações; são daquelas artistas que eu acho que não iria gostar de ouvir frequentemente, mas que nem me importo de as ouvir ao vivo. Ah, e consegui apanhar uma palheta do Tim Fagan! (guitarrista da banda da Colbie Caillat, LOL)

Nem vou referir pontos altos ou baixos, uma vez que foram actuações sem nada de especial a apontar.


Jason Mraz

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Já tinha ouvido falar muito bem das actuações ao vivo deste senhor, e pude confirma-lo neste concerto. Apesar de não conhecer muito bem o trabalho dele, lá me fui “orientando” e reconheci alguns dos temas =P Foi um concerto com muita “energia positiva”, tudo muito na boa, muito descontraído, muito bom ambiente. Havia alturas em que o palco era uma autêntica festa, não sei se quem se divertia mais era o público ou os artistas =) O Jason estava de muito bom humor, de vez em quando mandava uma piadita e fazia uns “sing along’s” bastante hilariantes; a interacção com o público foi excelente. Foi bom para descontrari antes dos grandes Keane =)

Ponto alto: “Now only the girls! Now only the boys! Now only the short people!” xD

Ponto baixo: algumas raparigas que de vez enquando mandavam uns berros histéricos que ensurdeciam qualquer pessoa num raio de 5 metros…


Keane

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A banda que eu mais ansiava ver neste festival =D Já estava para ver Keane ao vivo há imenso tempo, e foi desta, finalmente! Foi muito bom. Desde os temas mais antigos até às músicas do novo album, foram todas espectaculares. Na verdade, eu estava com um pouco de receio de não gostar das músicas novas (uma vez que eu andava numa de “odeio este novo album”), mas surpreendi-me bastante ao ouvi-las ao vivo; é algo completamente diferente, com muita energia, deu-me vontade de dar uma 2ª oportunidade ao Perfect Symmetry (se bem que foi um pouco estranho ver o Tom Chaplin com uma guitarra na mão, LOL). o Tom estava cheio de energia (não parava quieto, nem mesmo nas músicas mais calmas!), assim como o resto da banda, e o público não lhes ficou muito atrás (mas, mesmo assim, fiquei a achar que o pessoal podia estar mais entusiasmado). A nível visual também foi muito bom, a banda tinha um pano enorme atrás deles que foi mudando ao longo do concerto, sempre com temas relacionados com o novo album (triângulos, yay!).

Acho que tocaram todas as músicas que queria ouvir, e ainda mais algumas; gostei particularmente da versão acústica da Your Eyes Open, não estava nada à espera, mas ficou muito bem.

Ponto alto: demasiados para listar x)

Ponto baixo: a última música… acabar um concerto com uma cover?


Com tudo isto posso afirmar que foram três dias muito bem passados. Apesar de algumas confusões (não ter encontrado algum pessoal que esperava encontrar, idiotas a roubarem lugares, esmagamentos, seguranças parvos a ficarem com baquetas das bandas, etc.), valeu bem a pena =D Deixo um agradecimento à Dulce que, por tanto me falar no festival, me convenceu a ir (eu procurei-te por lá, pah! Onde andavas tu?) e à Fátima, companheira de atrofios, que me fez companhia durante os dias todos. E venha o próximo festival! (Rock One? hhhm…)

2 Comentários

  1. Ei, Primal Scream é fixe! :P

  2. Foi tãão nice! :D
    E discordo com o Carlos LOL xD

    John Is Gone, Kaiser Chiefs e Keane, foram de longe os meus favoritos ;)

    Grande festival, óptima companhia!


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